Quase todo mundo tem uma pinta que já olhou com desconfiança. E quase todo mundo ouviu de alguém que era bobagem. Este texto vale principalmente para quem tem a pele clara, para quem trabalha ou já trabalhou no sol e para quem ficava vermelho de queimadura quando criança.
A região do Brasil onde vivemos é a que mais tem câncer de pele. A boa notícia vem junto: quase todo caso descoberto cedo se resolve. O problema é descobrir cedo, e é disso que este texto trata.
A pele tem memória
Cada queimadura de sol fica anotada na pele, como num caderno. A conta chega vinte, trinta anos depois. O sol que você tomou aos quinze anos está sendo cobrado agora.
Por isso, o cuidado com a pele não é só de verão. E por isso os três sinais abaixo merecem atenção o ano inteiro, não só quando o calor chega.
Primeiro sinal: a pinta que mudou
Pinta boa é pinta preguiçosa. Fica igual por anos, sem incomodar. A que merece consulta é a que mudou: cresceu, ficou com a borda irregular, ganhou mais de uma cor, ou começou a coçar e a sangrar.
Pinta que muda está fazendo alguma coisa. O dermatologista tem uma lente que enxerga dentro dela sem cortar nada, e é com esse exame que ele decide se é caso de acompanhar ou de tirar.
Segundo sinal: a feridinha que não cicatriza
Um machucado no nariz, na orelha ou na testa, que sara, volta, sangra quando passa a toalha, e fica meses assim. A pessoa trata como espinha que não vai embora.
O câncer de pele mais comum do mundo não parece câncer. Parece uma feridinha teimosa. E aparece justamente onde o sol bate mais. Feridinha que dura meses sem cicatrizar não é para esperar: é para mostrar ao dermatologista.
Tem uma pinta que mudou, uma feridinha que não cicatriza ou faz anos que ninguém examina a sua pele? A recepção da Prisma marca a sua consulta com o dermatologista.
Terceiro sinal: a pinta que fica onde você não olha
Este é o mais perigoso, e o motivo deste texto. A pinta que fica nas costas, no couro cabeludo, na sola do pé, embaixo da unha, atrás da orelha. O espelho do banheiro mostra só a frente.
É por isso que o melanoma que mais mata é o que ninguém viu. Ele cresce em silêncio, num lugar sem testemunha, e quando dá sinal já andou muito. Um pedido simples para hoje à noite: peça para alguém olhar as suas costas.
O exame de pele é o corpo inteiro, uma vez por ano
Pela mesma razão, o exame de pele não é olhar uma pinta só. É o corpo inteiro, uma vez por ano, com quem sabe olhar. O dermatologista examina as pintas, as manchas e as feridinhas, inclusive nos lugares que você não alcança, e usa a lente para enxergar dentro de cada uma.
Quem passa o dia no sol, no pátio, na obra, na lavoura ou no volante, e acha que protetor solar é coisa de praia, é quem mais precisa desse exame. Vale mostrar este texto para essa pessoa.
Dermatologia na Prisma
Na Prisma, a dermatologia cuida de manchas, acne, queda de cabelo, alergias de pele e daquela pinta que mudou de cor ou de tamanho. O dermatologista examina, trata e, quando precisa tirar alguma coisa, faz o procedimento na própria clínica. O atendimento é com o Dr. João Vicente Filgueiras (CRM-RS 37527).
As outras áreas de atendimento ficam no mesmo endereço, e a recepção ajuda a escolher a certa quando a dúvida é outra. Os convênios variam por especialidade; confirme o seu antes da consulta.
Um resumo para levar
- Pinta que mudou: cresceu, borda irregular, mais de uma cor, coça ou sangra. Mostre ao dermatologista.
- Feridinha que não cicatriza: meses sarando e voltando, no nariz, na orelha ou na testa. Não é espinha teimosa.
- Pinta onde você não olha: costas, couro cabeludo, sola do pé, unha, atrás da orelha. Peça para alguém olhar, e faça o exame do corpo inteiro uma vez por ano.
Isto é um guia para reconhecer os sinais, não um diagnóstico. Quem examina a pele, decide o que acompanhar e o que tirar é o médico, na consulta.
Perguntas frequentes
Como saber se uma pinta é perigosa?
Pinta boa é pinta preguiçosa: fica igual por anos. A que merece consulta é a que mudou. Cresceu, ficou com a borda irregular, com mais de uma cor, ou começou a coçar e a sangrar. O dermatologista examina a pinta com uma lente que enxerga dentro dela, sem cortar nada.
Uma feridinha que não cicatriza pode ser câncer de pele?
Pode. O câncer de pele mais comum não parece câncer. Parece uma feridinha teimosa ou uma espinha que não vai embora, no nariz, na orelha ou na testa, que sara, volta e sangra quando passa a toalha. Se está assim há meses, merece consulta com o dermatologista.
Quem corre mais risco de câncer de pele?
Quem tem a pele clara, quem trabalha ou já trabalhou no sol e quem ficava vermelho de queimadura quando criança. A pele tem memória: cada queimadura fica anotada, e a conta chega vinte ou trinta anos depois. Quase todo caso descoberto cedo se resolve.
Com que frequência fazer o exame de pele?
Uma vez por ano, com quem sabe olhar. O exame é do corpo inteiro, porque a pinta mais perigosa costuma ficar onde o espelho não mostra: nas costas, no couro cabeludo, na sola do pé, embaixo da unha, atrás da orelha. Na Prisma, o dermatologista faz esse exame e, quando precisa tirar alguma coisa, faz o procedimento na própria clínica.
Conteúdo informativo da Prisma Especialidades, Novo Hamburgo, RS. Não substitui a consulta com um profissional, que avalia o seu caso. Pinta que mudou ou feridinha que não cicatriza há meses pede consulta com o dermatologista.